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21 Fev 2020

Alcobaça | Como que por magia

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Alcobaça | Como que por magia

Ainda os pés pisam uma calçada vestida de outros tempos, já os nossos olhos se perdem num edifício marcante na história de Alcobaça. Não fosse a pressa de chegar a horas e olharíamos ainda com mais pormenor para toda a beleza da rua, onde se encontra a Physioclem.

A entrada do edifício conquista-nos ao primeiro olhar e deixa-nos mais curiosos para o que vamos encontrar. Escadas em madeira, um elevador, decoração de outros tempos. Vemos beleza, sim. As escadas foram sempre o meio escolhido. Por isso, farei a descrição por aqui.

Apesar de as pernas darem alguns sinais de cansaço, tudo muda quando as portas se abrem e se ouve a voz do senhor Carlos Clemente. Um homem bem-disposto que nos recebe pelo primeiro nome, dando os bons dias ou tardes. Um dedo ou uma mão de conversa, sabem sempre tão bem, nomeadamente quando é regado com bom humor. Mais recente, a Joana também embeleza, com o seu doce sorriso, a entrada.

A sala de espera é o lugar perfeito para relaxar. Sente-se paz naquele espaço, onde a luz espreita pelas janelas e cortinas, que adornam aquela área. Apesar de gostarmos de conversar, gostamos também de um pouco de sossego. Ali encontra-se isso. Os mais curiosos podem abrir as portas e chegar a uma varanda que parece um retrato. O rio e o verde de mãos dadas.

Ouvem-se passos no corredor. Talvez chamem por um de nós. Mesmo quando ainda não é a nossa vez, recebemos sorrisos, beijinhos ou aperto de mão. Saber que aqui estão é um porto de abrigo. A vossa voz semeia em nós confiança e as vossas mãos fazem-nos acreditar que tudo vai correr mesmo bem. E vai mesmo.

Sempre que possível os  colaboradores interagem. Há momentos em que se encontram todos na receção. Trocam-se palavras, sorrisos e abraços. É bom estar todos juntos. Sente-se isso em cada um dos rostos. É por detrás da cortina, no ginásio - num pequeno corredor exímio improvisado -, que se dão algumas gargalhadas em conjunto. Trocam-se alimentos, palavras e sustenta-se a amizade.

Na sala de espera, ouvimos as gargalhadas da Vânia Santos. A voz tranquila do Marco e do Luís ao acompanharem os seus pacientes. Os sorrisos do João Raimundo e do Pedro Lopes. E também a bela e doce voz da Sara Lourenço. Inesquecível é também a delicadeza e bondade da Inês Pereira e do Diogo Abegão.

Luci Pais

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