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11 Set 2018

Capítulo II: Dormir, impulso primário

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Capítulo II: Dormir, impulso primário

Porque comemos? Porque bebemos? Porque não temos escolha, simplesmente. Precisamos de comer e de beber para sobreviver. Relativamente ao sono, temos ainda menos escolha, porque o impulso para dormir é suficientemente forte, domina-nos e obriga-nos a dormir. “O sono ganha sempre”, memorize esta frase! Repita em voz alta. Não importa onde se encontra. Se estiver numa biblioteca, sussurre: “eu durmo”. 

Dorme bem? Talvez sim, talvez não, mas dorme. Olha para o relógio de hora a hora? Talvez sim, talvez não, mas, na verdade, dorme. Toda a ênfase dada a este facto nunca é demasiada. Pense nisto como a lei nº1. 

 

Vamos resumir um estudo de vanguarda:

David Dinges e Hans Van Dongen colocaram os participantes do seu estudo em grupos que dormiam, quatro, seis ou oito horas por noite. Os sujeitos foram cuidadosamente vigiados, para que se tivesse a certeza de que nenhum se escondia para dormir a sesta no armário das vassouras. A pesquisa durou apenas 14 dias. Duas semanas! Todos os dias ouvimos as pessoas dizer que não dormem há anos. O estudo do sono durou duas semanas, nada mais! 

No estudo, a atenção dos sujeitos foi medida através da realização de uma série de tarefas associadas à vigilância psicomotora. No final, um quarto do grupo das seis horas adormecia ao levar a cabo as tarefas. O grupo das 4 horas estava ainda pior. Quando questionados os sujeitos, não acreditavam que as suas capacidades estivessem afetadas, apesar de adormecerem ao computador.

A queixa de “eu não consigo dormir” é imprecisa e falsa, é importante parar de recitar este mantra e de fortalecer esta ideia na sua cabeça. Pare de dizer a si mesmo e aos outros que não dorme ou não consegue dormir. Independentemente da sua perceção, o seu corpo não permitirá que não durma. 

A principal pergunta que os se focam: “Quantas horas de sono precisamos?”

A necessidade de dormir é tão individual quanto as necessidades calóricas. Se dorme bem, sente-se bem e não apresenta sintomas de sonolência excessiva, qualquer número de horas que durma é, provavelmente, adequado. As necessidades de sono mudam ao longo da vida.

Em 2015, a Fundação Nacional do Sono dos EUA, com base nas evidências disponíveis, disponibilizou recomendações de horas de sono para nove faixas etárias:
Recém-nascidos até 3 meses: 14 a 17 horas;
Bebés dos 4 aos 11 meses: 12 a 15 horas
Crianças entre 1 e 2 anos: 14 horas;
Crianças em idade pré-escolar, entre os 3 e os 5 anos: 10 a 13 horas;
Crianças em idade escolar, dos 6 aos 13 anos: 9 a 11 horas;
Adolescentes dos 14 aos 17 anos: 8 a 10horas;
Jovens e adultos, dos 18 aos 25 e dos 26 aos 63 anos: 7 a 9 horas;
Os adultos mais velhos: 7 a 8 horas;

 

Resumo:

· Os impulsos primários, ou animalescos, incluem a fome, a sede, o sexo e o sono. Se não satisfazer estas necessidades, morrerá (a exceção é o sexo).
· Você dorme. Pode não dormir bem, mas realmente dorme.
· A necessidade de sono varia de pessoa para pessoa e, na verdade, tende a diminuir à medida que os anos avançam. 

 

No próximo capítulo, iremos falar o que significa estar com sono.

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