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26 fev 2026

Dor no joelho e na anca: dor não é sinónimo de desgaste

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Dor no joelho e na anca: dor não é sinónimo de desgaste

A dor no joelho e na anca é uma das queixas musculoesqueléticas mais frequentes, sobretudo a partir da meia-idade. Muitas vezes surge associada à ideia de “desgaste”, como se fosse um processo inevitável e sem solução.

Contudo, a evidência científica mostra que dor e alterações estruturais nem sempre estão diretamente relacionadas.

 

Dor não é igual a imagem

Estudos demonstram que alterações compatíveis com osteoartrose são frequentemente identificadas em exames de imagem de pessoas sem dor. Isto significa que a presença de “desgaste” numa radiografia ou ressonância magnética não explica, por si só, os sintomas.

A dor é uma experiência complexa, influenciada por fatores físicos, biológicos e também pelo contexto individual. Não depende exclusivamente do estado estrutural da articulação.

 

O que é a osteoartrose?

A osteoartrose é uma condição caracterizada por alterações progressivas na cartilagem e noutras estruturas articulares. Pode afetar o joelho, a anca e outras articulações.

As recomendações internacionais são consistentes: o tratamento de primeira linha deve incluir exercício terapêutico, educação e promoção da atividade física. O repouso prolongado não é recomendado como estratégia principal.

 

Porque pode a dor persistir?

A dor pode manter-se quando existe:

  • diminuição da força muscular
  • redução da atividade física por receio
  • perda de tolerância da articulação à carga

Evitar completamente o movimento tende a reduzir ainda mais essa tolerância. A articulação precisa de carga adequada para manter função.

 

O papel da fisioterapia

Na Physioclem, a intervenção começa por uma avaliação funcional detalhada, que inclui análise da marcha, da subida e descida de escadas, da força da anca e do joelho e do padrão de movimento.

 

A abordagem baseia-se sobretudo em:

Exercício terapêutico progressivo

O exercício é considerado intervenção de primeira linha nas principais recomendações internacionais para a osteoartrose do joelho e da anca.

Educação

Compreender que dor não significa necessariamente agravamento estrutural ajuda a reduzir medo e promover movimento seguro.

Gestão da carga

Ajustar temporariamente determinadas atividades permite manter movimento sem agravar sintomas.

 

Em jeito de conclusão

A dor no joelho e na anca não deve ser encarada automaticamente como uma sentença de desgaste irreversível.

Com avaliação adequada e intervenção baseada na evidência, é possível reduzir dor, melhorar função e manter um estilo de vida ativo.

Na Physioclem, a abordagem é individualizada, progressiva e centrada na recuperação da função — porque o movimento seguro é parte essencial do cuidado.

 

 

Referências bibliográficas

Culvenor AG, Oiestad BE, Hart HF, Stefanik JJ, Guermazi A, Crossley KM. Prevalence of knee osteoarthritis features on MRI in asymptomatic uninjured adults: a systematic review and meta-analysis. Br J Sports Med. 2019;53(20):1268–1278. doi:10.1136/bjsports-2018-099257.

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